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NO DIA MUNDIAL DE CONTROLE DO DIABETES (14/11), O RECADO É CLARO: DETECÇÃO PRECOCE É O CAMINHO PARA VIVER BEM APESAR DA DOENÇA

Publicado por: Café e Creme em: novembro 24, 2010

O grupo norte-americano Jonas Brother é destaque esta semana pela maratona de shows no Brasil. O que nem todo mundo sabe é que Nick Jonas, um dos integrantes do grupo, é portador de Diabetes Tipo 1. A banda abraçou a causa e apoia entidades relacionadas à doença e até compõe canções como “A little bit longer” – com o verso “esperando por uma cura”. Famosos brasileiros, como Ana Carolina e Paula Toller, também estão entre os 246 milhões de portadores da doença no mundo. 

No Brasil, a patologia atinge 5,2% da população. De acordo com a endocrinologista Alessandra Aires Pacheco, da Amil Brasília, o Diabetes Tipo I é uma doença auto-imune, que acomete normalmente pessoas mais jovens. “Já o Tipo II está ligado ao histórico familiar e ao estilo de vida. Nesse caso, os principais vilões são a alimentação inadequada, o sedentarismo e a obesidade”, lembra a especialista.

Provocada pela deficiência de produção ou de ação da insulina, a doença possui duas facetas: aos que se desconhecem portadores ou não se cuidam, mais cedo ou mais tarde ela apresenta sintomas e complicações. Para aqueles que são devidamente assistidos por endocrinologistas ou equipes multidisciplinares e seguem as orientações, há a possibilidade de viver bem e muito apesar do Diabetes. Como doença sistêmica – com impacto sobre todo o organismo, pode ocasionar diversas alterações, entre elas infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e dificuldade de cicatrização.
“Para o paciente, o mais importante é manter o controle glicêmico dentro das metas estabelecidas. Para isso, a adoção de bom padrão alimentar, a realização de atividade física regular e o uso correto das medicações prescritas pelo médico assistente são fundamentais”, destaca Dra. Alessandra. Para um monitoramento da saúde, é importante visitar um endocrinologista a cada três meses. Além da avaliação clínica, usualmente são realizados exames de glicemia, hemoglobina glicosilada, colesterol, controle da pressão, entre outros. “O Diabetes ainda não tem cura, mas há diversas pesquisas em andamento”, antecipa a endocrinologista.


 

 

 

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